Santander Brasil tem lucro abaixo do esperado no 2º tri, pressionado por provisões

Com lucro abaixo do esperado, o Santander viu o ROE cair para 12,5% no segundo trimestre, afastando o banco da trajetória de recuperação da rentabilidade projetada para 2028

Sede do Santander Brasil em São Paulo, em foto de 2012: operação do banco espanhol no país ficou com lucro abaixo dos R$ 3,487 bilhões previstos pelo consenso de analistas pela Bloomberg (Foto: Dado Galdieri/Bloomberg)
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Bloomberg Línea — O Santander Brasil (SANB11) apresentou seu segundo resultado consecutivo abaixo do esperado em 2026.

A operação brasileira do banco espanhol registrou lucro líquido de R$ 3,014 bilhões – queda de 17,6% na comparação anual e de 20,4% frente ao resultado do primeiro trimestre.

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O saldo ficou abaixo das estimativas de mercado compiladas pela Bloomberg, que estimavam lucro médio de R$ 3,487 bilhões.

Os analistas, no entanto, já estimavam que o Santander teria um novo trimestre desafiador pressionado por provisões e redução de margem.


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Segundo o banco, o cenário macroeconômico desafiador para o crédito foi um dos principais detratores da linha de provisões. O montante destinado às provisões para devedores duvidosos (PDD) subiu 20,6% no trimestre e 11,5% no ano, para R$ 7,654 bilhões.

“A dinâmica reflete um ambiente de crédito ainda desafiador, com efeitos mais concentrados em carteiras específicas, incluindo empresas, agronegócio e segmento massivo, bem como alguns efeitos pontuais, como a mudança na regra de baixa para prejuízo e alguns reforços de provisão para casos do atacado”, informou o banco em comunicado.

O resultado foi pressionado também pela redução nas margens.

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A margem financeira bruta somou R$ 15,341 bilhões, com recuo de 0,4% na comparação anual e de 3% em três meses.

O impacto veio em parte da margem com clientes, que somou R$ 16,1 bilhões – redução 3,2% na comparação trimestral – devido à menor representatividade do setor de baixa renda, segundo o banco.

Já a margem com o mercado manteve saldo negativo, totalizando perda de R$ 718 milhões, mas com melhora frente à baixa de $ 771 milhões negativos no trimestre anterior. O indicador, segundo o banco, foi beneficiado pela “maturação do portfólio e maior acumulação de títulos atrelados à inflação”.

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Desafio em rentabilidade

O balanço do segundo trimestre afasta o banco da meta de recuperação de rentabilidade projetada para 2028. O ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio), principal métrica de rentabilidade do setor bancário, caiu pelo segundo trimestre consecutivo.

O indicador atingiu 12,5% no segundo trimestre, queda de 3,4 ponto percentual (p.p.) frente ao mesmo período do ano passado e de 3,8 p.p. contra o primeiro trimestre deste ano.

Este é o primeiro resultado do Santander Brasil sob o comando do novo CEO, Gilson Finkelsztain, que deixou o comando da B3 para assumir a operação do banco no início de julho.

Mario Leão, que liderou o Santander até o trimestre anterior, passou onze anos na companhia, cinco deles como CEO e membro do conselho de administração. Ele assumiu o cargo atual em 2022 no lugar de Sergio Rial.

No acumulado do ano, as units do Santander (SANB11) recuam 17,97%, contra alta de 9,12% do Ibovespa.

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