Bloomberg — A Vale (VALE3), a maior produtora de minério de ferro do mundo, registrou lucro do segundo trimestre acima do esperado, conforme o aumento da produção compensou os custos mais altos de combustível.
O lucro ajustado antes de itens da mineradora brasileira ficou em US$ 4,07 bilhões no período, alta de 19% em relação a um ano antes, disse empresa nesta quinta-feira (30) em comunicado. O resultado superou a média de US$ 3,81 bilhões das estimativas de analistas compiladas pela Bloomberg.
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No entanto, um real mais forte, junto com preços mais altos de combustível e frete, elevou os custos. A Vale revisou para cima sua projeção anual de custos de caixa para a produção de minério de ferro, um indicador que os investidores vêm acompanhando de perto.
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Os fortes resultados mostram “resiliência diante de um cenário global mais desafiador, caracterizado por preços mais altos do petróleo e maior volatilidade cambial”, disse a empresa em comunicado.
Os resultados levaram o conselho a aprovar US$ 1,7 bilhão em distribuições aos acionistas e a estender seu programa de recompra de ações.
A Vale comprará até 100 milhões de ações em 18 meses, ou um valor de US$ 1,5 bilhão com base no preço de fechamento de quinta-feira em São Paulo.
Na semana passada, a Vale reportou sua maior produção de minério de ferro para um segundo trimestre desde 2018, também superando as estimativas.
Ela produziu 84,3 milhões de toneladas da matéria-prima siderúrgica, mais que no trimestre anterior e no mesmo período do ano anterior. A produção de cobre e níquel também subiu na comparação anual.
A Vale elevou sua projeção anual de produção para ambos os metais básicos, citando o forte desempenho no primeiro semestre.
A Vale vive uma turbulência no conselho há várias semanas, desencadeada por uma pressão de um de seus maiores acionistas para destituir o presidente do conselho da empresa.
A situação se agravou depois que a Vale acusou o vice-presidente do conselho Marcelo Gasparino da Silva de divulgar informações confidenciais do conselho. Gasparino renunciou na segunda-feira, negando ser responsável pelo vazamento de informações.
Os acionistas elegeram na semana passada Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira como presidente do conselho.
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