Bloomberg — O FBI afirmou que a Coreia do Norte foi responsável pelo roubo de mais de mais de US$ 6 bilhões em criptomoedas em um ataque cibernético ousado à Binance.
“O FBI, em conjunto com parceiros do USSS e do IRS-CI, observou que os membros do grupo TraderTraitor converteram os ativos roubados principalmente em Ethereum”, afirmou o FBI no sábado (31) em um comunicado, referindo-se ao Serviço Secreto dos EUA e à divisão criminal da Receita Federal dos EUA.
“Espera-se que esses ativos sejam posteriormente lavados por meio de conversões utilizando DeFi e serviços de troca instantânea, à medida que são preparados para etapas posteriores de lavagem.”
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Anteriormente, a Binance informou que cobriu cerca de 90% dos US$ 6,3 bilhões e restabeleceu os saques no domingo (1º), avançando no cumprimento da promessa de reembolsar integralmente os clientes.
Em uma publicação nas redes sociais no sábado, a maior corretora de criptomoedas do mundo reiterou que arcará com todo o impacto do roubo para que os usuários não sofram quaisquer perdas.
O ataque à Binance é o maior da história das criptomoedas, bem como um dos maiores incidentes cibernéticos de maneira mais geral, segundo especialistas. O caso causou comoção no setor, que vem tentando obter maior aceitação pelo público em geral.
Os hackers norte-coreanos são bem conhecidos por seus ataques anteriores contra corretoras de criptomoedas. Eles foram acusados pelo FBI e por especialistas em segurança cibernética de alguns dos maiores roubos de criptomoedas dos últimos anos, incluindo o ataque à Bybit no ano passado, no valor de US$ 1,5 bilhão, e o roubo de cerca de US$ 620 milhões em criptomoedas em 2022.
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O TraderTraitor é uma unidade de hackers de elite norte-coreana que o FBI já havia responsabilizado pelo ataque à Bybit.
Anteriormente, o presidente Donald Trump havia afirmado que os EUA estavam investigando se a Coreia do Norte estava envolvida no ataque à Binance.
“Eles estão dizendo que garantem isso ou algo assim”, disse Trump aos repórteres na sexta-feira (30) no Salão Oval. “Foi um ataque cibernético. Esse é o problema. Vocês conhecem o jeito à moda antiga, quando se assinava um cheque e o sacava. Essas são pessoas diferentes. Nunca mais se vê o dinheiro. Por isso, sempre achei que fosse um pouco perigoso.”
Nas últimas semanas, Trump sugeriu uma nova aproximação dos EUA com a Coreia do Norte, indicando que um possível encontro com seu líder, Kim Jong Un, poderia ocorrer ainda este ano. No início deste mês, porém, Trump minimizou essas expectativas, afirmando que “não tinha certeza de que alguém estivesse solicitando um encontro”.
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