Bloomberg — As vendas da Heineken cresceram mais do que o esperado no terceiro trimestre, à medida que a forte demanda por cerveja na Ásia e uma recuperação nas Américas deram um impulso ao CEO Rafael Oliveira, poucas semanas após sua entrada na empresa.
A cervejaria holandesa informou nesta quarta-feira (28) que os volumes totais aumentaram 4,8% em termos orgânicos, superando as expectativas dos analistas.
Os volumes consolidados, que incluem as bebidas vendidas pela Heineken por meio de suas subsidiárias, também aumentaram 3,9%, superando confortavelmente a estimativa média.
O crescimento foi impulsionado pelo forte desempenho das marcas premium e no Vietnã, onde a Heineken se beneficiou da tendência dos consumidores de optar por produtos de maior valor.
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“Embora os investidores do lado comprador esperassem que os números ficassem ligeiramente acima do consenso, a amplitude do desempenho acima do esperado hoje provavelmente será bem recebida”, afirmou Simon Hales, analista de ações do Citi, em uma nota.
As ações da Heineken subiram até 2% no início do pregão em Amsterdã. O título registrou alta de mais de 13% nos últimos 12 meses.
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Em algumas de suas primeiras declarações como CEO, Oliveira afirmou que a Heineken possui bases sólidas, mas não está conseguindo traduzi-las em crescimento consistente.
“Há mais a ser feito para aprimorar a execução, acelerar o ritmo e construir uma cultura de desempenho mais forte, com maior responsabilização em toda a empresa”, disse ele.
Oliveira é brasileiro e assumiu o cargo de liderança na Heineken em um momento de vendas fracas nos EUA e na Europa, à medida que os consumidores reduzem o consumo de álcool. Primeiro executivo de fora a comandar a cervejaria controlada pela família, ele chegou vindo da JDE Peet’s após menos de dois anos à frente da fabricante de café.
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A Heineken ficou atrás de suas rivais Anheuser-Busch InBev e Carlsberg na recuperação da queda nas vendas de cerveja após a pandemia. A empresa tem contado com mercados emergentes, como Índia e Nigéria, para impulsionar seu crescimento, em parte graças ao aumento da renda.
A cervejaria já está realizando uma ampla campanha de corte de custos, que inclui a redução de cerca de 7% de sua força de trabalho global, ou seja, de 5.000 a 6.000 postos de trabalho.
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A Heineken manteve inalterada sua previsão de lucro operacional orgânico de até 6% de crescimento para o ano.
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