A aposta em vinho simples contra a crise do setor

Também no Breakfast: As novas tarifas dos EUA contra o ‘trabalho forçado’ | A negociação entre Sigma Lithium e MG após embargo de operação | Como funciona a farmácia do condomínio de super-ricos em SP

Bom dia! Este é o Breakfast, o seu primeiro gole de notícias
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Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

Os negócios do vinho no mundo vivem uma das piores crises da história, mas nem todas as vinícolas sofrem tanto ou da mesma forma. Com mudanças de hábitos, aquecimento global e pressão por causa de embates geopolíticos, o consumo se torna cada vez menor.

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Apesar desse cenário de retração global, a italiana Piccini, fundada em 1882 na Toscana, tem feito o caminho inverso. O grupo familiar passou de um faturamento de US$ 160 milhões em 2022 para US$ 181 milhões em 2025, alta de quase 15%, com cerca de 70% da receita vinda do mercado externo.

O avanço é resultado de uma estratégia que vai contra o que muitas das empresas do setor têm feito no mundo. Enquanto boa parte dos produtores responde à crise apostando na premiumização, com vinhos mais caros e em menor volume, Mario Piccini, presidente e membro da quarta geração da família à frente do grupo, defende o oposto.

Para ele, o setor afastou o consumidor ao transformar a bebida em algo complexo, caro e difícil. “Nos últimos 20 anos, o vinho se tornou complicado demais. Para beber uma taça de vinho, você precisa ser enólogo, e isso está errado”, disse em entrevista à Bloomberg Línea.

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A estratégia para crescer, contou, parte de um produto de bom custo-benefício, com rótulo e mensagem de leitura fácil, voltado também às gerações mais jovens.

⇒ Leia a reportagem: ‘Vinho deve ser simples’: Piccini recusou premiumização e cresceu 15% em meio a crise

Contra crise do vinho, Piccini descomplica, se inspira em Andrea Bocelli e cresce 15%

No radar dos mercados

Os futuros das ações dos Estados Unidos operam em leve alta nesta sexta-feira (24), após registrarem, na véspera, a maior queda do mês, enquanto o petróleo Brent recua para abaixo de US$ 100 por barril.

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- Novas tarifas dos EUA. O governo Trump implementou novas tarifas de 10% a 12,5% sobre importações da maioria de seus parceiros comerciais, com base em uma investigação sobre trabalho forçado nas cadeias de suprimentos. O Brasil foi taxado em 12,5%.

- Mar Vermelho em alerta. Ataques dos houthis elevam os riscos para a navegação na região e levam armadores a rever rotas entre a Arábia Saudita e a Ásia. Enquanto alguns petroleiros seguem por Bab el-Mandeb com os transponders desligados, outros optam pelo desvio via o Canal de Suez.

- Volkswagen sob pressão. A montadora reduziu sua projeção para 2026 e passou a prever queda de até 3% na receita, refletindo a forte retração das vendas na China e o avanço das montadoras chinesas na Europa. A revisão reforça a pressão sobre o CEO Oliver Blume para acelerar o plano de reestruturação.

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→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

Ações globais nesta sexta-feira (24) de julho de 2026
🔘 As bolsas ontem (23/07): Dow Jones Industrials (-0,97%), S&P 500 (-1,21%), Nasdaq Composite (-2,15%), Stoxx 600 (-1,18%), Ibovespa (-0,46%)
LEIA + Siga a trilha dos mercados para conhecer as variáveis que orientaram os investidores →

🗓️ Agenda: Os eventos e indicadores em destaque hoje e na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

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• Para não ficar de fora: Menos remédio, mais beleza: como funciona a farmácia do condomínio de super-ricos em SP

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Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Managing Editor, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)